A fibra que nutre e protege o intestino
- Gilmar Dall Stella
- 25 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de dez. de 2025

A inulina é um carboidrato encontrado em muitos alimentos. Para a maioria das fontes a sua concentração está entre 0,3 a 6% do peso fresco. Mas em alimentos como alcachofra de jerusalém, chicória, yacon ela pode chegar a 20%. (Hauly et.al, 2002)
A ingestão de frutanos tipo inulina pode trazer diversos benefícios à saúde. Estudos em humanos já confirmam efeitos positivos na função intestinal, na microbiota colônica e na absorção de minerais. Há também pesquisas promissoras — embora ainda preliminares — sobre o impacto no metabolismo do colesterol, na prevenção do câncer de cólon, na saúde óssea, na produção de nutrientes e na regulação do apetite. No entanto, esses últimos ainda requerem mais testes para validação científica. (Silva, 2002)
A inulina apresenta boa tolerabilidade em doses de até 10 g/dia, sendo adequada para a maioria das pessoas sem causar efeitos adversos relevantes. Doses mais altas, como 20 g/dia, podem gerar sintomas gastrointestinais leves a moderados, como flatulência e distensão abdominal, especialmente em indivíduos sensíveis. Estudos mostram que, apesar desses desconfortos, doses elevadas também promovem benefícios, como aumento de bifidobactérias e melhora de parâmetros metabólicos. Por outro lado, o consumo prolongado de doses moderadas (cerca de 10 g/dia) potencializa efeitos positivos sobre a microbiota e a sensibilidade à insulina, sem comprometer a tolerância. Assim, conclui-se que a inulina pode ser utilizada com segurança até 20 g/dia, mas doses acima de 10 g/dia devem ser introduzidas de forma gradual, considerando sempre a resposta individual e os objetivos terapêuticos. (Pimental et.al, 2012)
Talharim da CampoCozinha feito com adição de inulina
Porém a inulina está presente na sua maior biodisponilidade na raiz da chicória e não na folha e não sendo comum que as pessoas consumam a raiz em quantidade significativa no dia a dia para que o efeito prebiótico ocorra, já que seriam necessárias porções relativamente grandes. Por isso, a indústria alimentícia desenvolveu processos de extração e secagem que permitem transformar essa fibra em pó concentrado. Esse formato facilita o consumo, pois garante padronização da dose, maior estabilidade durante o armazenamento e versatilidade de uso em diferentes produtos, como suplementos, bebidas e alimentos funcionais. Dessa forma, o pó de inulina proveniente da chicória torna-se uma alternativa prática e segura para quem busca os benefícios prebióticos sem depender da ingestão direta da raiz fresca. (Ferreira da Cruz, M. V. A. B., et al.,2023)




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