Pensar antes de comprar




Redação: Ana Cristina Stabelito Dall´Stella

MTB 25.971


O clima está estranho no planeta. Calor demais no hemisfério norte, frio descomunal no sul, deslizamentos de terra e alagamentos em países desenvolvidos, alertas, catástrofes naturais de leste a oeste. Por que será?


Um estudo divulgado pela organização não governamental Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apresentou um dado interessante: o uso de recursos naturais pelo homem excedeu em 42,5% a capacidade de renovação da biosfera, provocado principalmente pelo consumismo exagerado e inconsciente.


Será que comprar mais do que se precisa é realmente necessário? Afinal, o consumismo desenfreado de uns convive diretamente com a carência total de outros. Resultado: 20% da população mundial consomem 80% dos recursos do planeta. Isso quer dizer, por exemplo, que os 20% mais ricos consomem 45% de toda a carne e peixe disponíveis no mercado, enquanto os 20% mais pobres conseguem adquirir apenas 5%.


Já em 1994, Gro Harlem Brundtland, primeira ministra da Noruega entre 1990 e 1996, fez uma advertência: “Uma pessoa comum na América do Norte consome quase vinte vezes mais que uma pessoa na Índia ou China, e 60 ou 70 vezes mais do que uma em Bangladesh. É simplesmente impossível para o mundo sustentar o padrão ocidental de consumo para todos. De fato, se todo mundo fosse consumir tanta energia e recursos como nós do Ocidente fazemos hoje, precisaríamos de dez mundos e não apenas de um para satisfazer todas as nossas necessidades”.


Dessa forma, a solução proposta pelos estudiosos de meio ambiente não é abandonar completamente o consumo para preservar os recursos naturais – o que é até inviável nos dias de hoje –, mas mudar os padrões de consumo a fim de atender as necessidades primordiais dos cidadãos, como moradia, saúde, alimentação e educação, simultaneamente à redução do desperdício e do consumismo desenfreado nos segmentos mais ricos.


Consumir bem, de forma consciente a não degradar o planeta, gerando impactos sociais nocivos é, em síntese, o primeiro passo para fortalecer a saúde, promover a qualidade de vida e uma economia sustentável.





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